Viajar e trabalhar. Como é esta rotina?

Diário de Bordo

Viajar e trabalhar. Como é esta rotina?

Diário de Bordo

por Eduardo Guollo de Melo — Postado em 05 de Feb de 2016

Já te passou na cabeça aquela vontade de sair da rotina e tentar um novo estilo de vida viajando o mundo e trabalhando ao mesmo tempo? Neste post vamos contar um pouco desta experiência, além de uma ideia de custos e um resumo dos primeiros 3 meses como nômade digital.

Na verdade este texto era pra ser um post resumindo os primeiros três meses desta viagem, cuja iniciamos dia 04/novembro/15. Pois bem, mudei um pouco o foco e vou contar um pouco como tem sido esta nova experiência para nós, já que nos tornamos nômades digitais.

Mas piazada, o que é um nômade digital?

São profissionais de diversas áreas, como tecnologia da informação, web design, escritores, fotógrafos, entre outras, que podem realizar vossas atividades de qualquer lugar do mundo, sem um lugar físico especifico, como um escritório, ou seja, não tem raízes.

Teoricamente, eles não são mochileiros e nem estão em um período sabático, porém, é muito comum vê-los por albergues/hostels e em pontos turísticos. Nós estamos unindo a paixão de viajar, com a oportunidade que nossas profissões nos proporcionaram.

Trabalhando logo cedo no hostel em Medellin, Colômbia.

Resumindo: nós não seguimos perfeitamente a teoria e somos nômades digitais e mochileiros sim. Moramos em hostels e dividimos quartos com 4, 6, 10, 12, 20 pessoas, e passamos um bom tempo em nossos computadores. Certas vezes percebo olhares e acho que nos julgam estranhamente... “Esses caras vem viajar pra ficar no computador?”... Enfim, depois de nos conhecerem e saberem as razões, muitos nos desejam boa sorte, e desejam o mesmo tipo de trabalho e flexibilidade para seguir na estrada. “Oh, cool! I wish I could!...”.

O que deixaram para traz?

Primeiramente, do lado pessoal é sair da zona de conforto, da rotina, praticar o desapego. Pessoalmente, para mim a parte mais difícil é sempre de deixar a família, amigos e paqueras para trás, onde deixam de fazer parte do nosso dia a dia, e passam a fazer parte de um “relacionamento” a distancia. Por um lado, isto é bom, é descobrir quando somos lembrados, ou quando fazemos falta.

Mas como eu sempre digo: “People who wants to stay in your life, always will find a way.”.

Profissionalmente falando, nós costumávamos ter aquela rotina normal, 8 horas por dia de segunda a sexta em nossos escritórios fechados, vendo a vida passar fora deles. Não é que não gostamos de nossos trabalhos, até porque continuamos fazendo a mesma coisa, mas, ao invés olhar pela janela e ver a vida passar, estamos de mãos dadas caminhando junto com ela.

Natal comunitário no hostel em Cuenca, Equador.

Inicialmente é uma grande mudança e um grande choque. Em um post futuro eu irei comentar mais sobre essas mudanças, tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

Estão curtindo? Tem algum arrependimento?

Nós estamos curtindo bastante este estilo de vida. Às vezes é claro que dá aquela preguiça e vontade de vadiar o dia todo, mas em si, as coisas estão fluindo. Nossa rotina é como qualquer outra, mas trocamos a sala de um escritório pela sala de um hostel, ou às vezes a sacada ou área comum. Já trabalhamos na piscina também, e é muito bom! Hahahaha! O bom de tudo é a flexibilidade de horários que nos permite às vezes passar o dia conhecendo as cidades, e a noite trabalhando.

Claro que nem tudo é perfeito, sempre rolam algumas adversidades e para nós e nossa profissão, o principal problema é quando a internet é ruim, e piora, na medida em que o pessoal volta para o hostel.

Admirando a Laguna 69 em Huaraz, Peru.

Sobre arrependimentos, eu já passei 1 ano na estrada sozinho e já tinha uma ideia do que seria, e talvez tenha vindo mais preparado para esta aventura, que até o momento, não possuo nenhum. Fiz essa pergunta ao Salsa (Wagner), ele me disse que não é bem um arrependimento, mas sim, uma insegurança financeira, já que ele é free lancer e depende de trabalhos temporários, e a falta de uma renda fixa pode atrapalhar os planos de seguir a caminhada até o final (pelo menos, na primeira ideia que é cruzar as américas).

Falando nisso, se precisar de serviços de web design, logo, e edição de vídeos como o nosso, só entrar em contato!

Mas como foram esses primeiros 3 meses viajando e trabalhando?

Cara, já viu o vídeo que lançamos? Confere aí os melhores momentos! Se gostar, compartilha aí também pra nos ajudar!

Vídeo no Youtube.
 

EN ????????/ BR ????????: The best moments about the first 3 months on the road, backpacking and working remotely trought South...

Posted by Live, Love and Travel on Thursday, February 4, 2016


Vídeo no Facebook.


O nosso itinerário foi o seguinte:

Bolívia
- Santa Cruz de La Sierra, Samaipata, Sucre, Potosí, La Paz, Copacabana, Isla del Sol.

Peru:
- Arequipa, Cusco, Aguas Calientes, Cusco, Nasca, Huacachina, Paracas, Lima, Huaraz, Piura.

Equador:
- Cuenca, Guayaquil, Montañita, Baños, Quito, Otavalo.

Colômbia:
- Cali, Bogotá, Medellin, Guatapé, Santa Marta.

Quanto gastaram nesse período?

Nós atualizamos diariamente nossas redes sociais, como o Instagram e o Facebook. Cada vez que deixamos um país postamos uma montagem, com 3 palavras que nos farão lembrar aquele pais (coisa pessoal), e a média de gastos.

Nos posts diários, sempre que visitamos alguma atração damos dicas de como chegar e os custos para tal. Se quiser ficar por dentro e saber os detalhes, não deixa de acompanhar o @liveloventravel e a nossa página do facebook.
 

Fazendo downhill na estrada da morte, La Paz, Bolívia.

Então, vamos ao que interessa. Abaixo os valores por país, lembrando que os custos são todas as despesas que tivemos com hospedagem, transporte, comida, passeios, etc..:

Bolívia: U$21 dólares por dia/pessoa.
Peru: U$26,08 dólares por dia/pessoa.
Equador: U$22 dólares por dia/pessoa.
Colômbia: U$24 dólares por dia/pessoa, mas ainda não saímos do pais.
 

PS: os dólares que trouxemos nesse período compramos a R$4,04 na casa de cambio.

E ai, tem alguma duvida ou sugestão? Gostou? Deixa seu comentário aí! 

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